6 de outubro de 2011

Quem te frustou, o outro ou você?



Como quase todo ser humano que conheci, durante muitos anos eu não me sentia confortável com o sofrimento. Quando algo não saía como o desejado, quando alguém frustrava minhas expectativas eu reprisava o já conhecido ritual: Choro, mágoa, tristeza... E todo o resto dos ingredientes que compõe uma boa novela mexicana.
Até que descobri o obvio, ninguém, absolutamente NINGUÉM tem a obrigação de corresponder as minhas expectativas, pai, mãe, namorado (a), amigo (a)... Ninguém merece carregar o fardo da obrigação por nosso sorriso. 

As pessoas simplesmente agem, se comportam e você interpreta esses comportamentos segundo a sua ótica, e a sua ótica, perspectiva, dependerá de tudo que você já viveu, sentiu e passou, os livros que você leu, os sofrimentos que teve, as alegrias que sentiu... Compreende o quanto isso é subjetivo? Vou explanar melhor... Eu me chamo Emile Andrade, e durante o dia eu vou à rua, eu como, eu converso, eu vivo, e durante o dia eu mantenho contato com muita gente, cada uma dessas pessoas fará uma leitura diferente sobre quem sou eu, pois cada uma me sentirá de maneira distinta, pois cada indivíduo, como expliquei, enxerga o mundo de maneira singular.

 Então, a decepção, frustação, é uma ilusão. É uma leitura sobre alguém, que por algum motivo não é quem você gostaria que fosse, não possui as qualidades que você gostaria que possuísse (lembre-se, sempre segundo sua ótica), nunca enxergamos o outro de fato, enxergamos sempre a leitura que fazemos dele. Quando elogiamos alguém, quando criticamos o outro, quando julgamos outra pessoa... Estamos fazendo tudo isso com a limitação de quem somos, da leitura do outro que fizermos, do pouco que enxergamos. Até quem nós pensamos que somos é relativo, quem você acha que é, pode ser só sua leitura vaga sobre você mesmo. 
Devemos ser bons porque sentimos desejo de ser, assim como ter um comportamento baseado no desamor. Nunca devemos justificar os nossos atos por conta dos atos de terceiros (Aqui entra também o sofrimento, lágrimas que derramamos) porque “os atos dos outros” são as nossas leituras...
Não que não existam más e boas pessoas, elas existem... Mas o que é mau para Ciclano é mau para fulano?... Mas aí, já é outro prefácio.

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